Estava no Msn com o Beto quando derrepente decidi assumir o vício e montar um blog rs
Mas o que escrever? Eis a questão!
Foi então que nosso faro por bons assuntos fez com que encontrássemos o assunto perfeito!
O Amor de Pica…
Sendo curta e grossa (êpa!): “Amor de pica quando bate fica”.
Fato!
Fato!
Fato!
Fato!
C’mon, mocinha bem resolvida sexualmente… concorde!! Não tente negar uma das maiores verdades universais que abatem (quase literalmente falando) todas as mulheres desta galáxia! É um fato inegável da vida!! Tem sempre um, aquele, aqueeeeeeele, uh-uh-uh, putamerda, aquele!!!, que te deixa pirada depois da foda.
Fato! Fato! Fato! Fato!
Há lendas e verdades por aí sobre a ocasião em que este efeito mágico ocorre – primeira vez, primeiro orgasmo, primeiro oral, etc. Nós crescemos ouvindo histórias e vendo filmes de Hollywood onde “o cara vai te largar depois que te comer, portanto escolha bem, não dê logo!”. Na verdade, isso é um alerta para o amor de pica!! O correto seria: “cuidado, esse cara pode te deixar vendo estrelas e você não vai conseguir raciocinar direito por vários dias e até semanas! Por isso que ele pode sumir abruptamente!”
Em vez de nos ensinar como evitar (ou pelo menos amenizar) os efeitos de um ADP (vamos abreviar para ficar mais ‘científico’), não! Ensinam a fugir dos caras!!! Aí o que acontece?? Você dá para menos gente, o que só piora! Se por um lado quanto menos caras, menos chance de um ADP, *se um desses poucos mocinhos te causar um ADP*, FUDEU! Seu leque de comparação é muito menor, portanto, o ADP bate muito mais forte!!!
Eu sei do que estou falando, já sofri de ADP (e permaneço evitando uma recaída) e – pasme! – passei também pela temida ADNP (amor de não-pica, a variável raríssima da síndrome masculina ENMDC – ‘ela não me dá, caralho!’ –, que em geral abala mulheres com quedas por gays e/ou homens EXTREMAMENTE pudicos).
Vamos então listar algumas características e propriedades do ADP, bem como certos truques para arrefecer o problema.
Ahh, sim! Você pode sofrer vááários ADPs pela vida afora, mas não é muito comum. Geralmente o primeiro ADP é tão sinistro que os outros possíveis candidatos acabam ficando mais fáceis de se lidar. Mas a mulherada mais sensível e carente, se não engatar um re-la-cio-na-men-to sério e longo e praticamente eterno com esse ADP, corre o risco de sofrer disso over and over again! Então cuidado!
..
1) Quando o ADP ataca na primeira vez. Isso é comum, alguns homens fogem da ‘responsabilidade’ de ser o primeiro por medo de um ADP irreversível. Uma amiga minha garante que é o pior tipo de ADP a afligir alguém. Ela sentencia: “Paixonite e primeira vez não combinam”. Eu ficava meio reticente em concordar com o raciocínio, mas quando ela explicou que é para “não pirar” (fora, ADP!), vi que é perfeitamente compreensível.
O que fazer: Bom, o negócio é o contexto. Se o ADP vier junto com um carinha legal, seu namorado, alguém que você já curtia muito etc. você está em boas mãos. Se você pirar, a pessoa provavelmente não vai se assustar radicalmente com isso, a euforia pode até ser compartilhada (até certo ponto). Isso facilita bastante. Se não for o caso, continue lendo.
Cuidados: Não estimule o ADP. Não crie uma dependência crônica, se é que você me entende. Lembre-se de que você gostava dele mesmo ANTES do ADP, seu afeto não pode depender da letrinha P da síndrome!!!
2) Quando o ADP é causado por um crápula insensível e fugitivo. Também um clássico. O mocinho em questão fugiu justamente por causa do ADP. Não que a culpa seja só sua – o cara pode ser um idiota de fato que faz disso uma rotina. Achando-se o gostosão, pula fora de mulé em mulé. Uma amiga psicóloga adora fazer troça disso, dizendo que homens assim são um caso clássico de paixão mal-resolvida pela mãe e de dependência crônica pela aprovação materna. Ou seja, se isso for verdade, você não está perdendo nada! Imagina uma sogra dessas – e um cuecão desses!! Urgh!
O que fazer: Desculpe a sinceridade, mas este é o pior ADP. Justamente porque ele te largou, você pode criar uma psicose por ele. Certas mulheres são especialmente atraídas por esse tipo de homem. Se for uma delas, você me mete medo, então não sei como aconselhá-la. Mas se você estiver determinada a largar desse ADP, chore, morra de raiva, estrebuche, tranque-se no quarto, não veja filmes água-com-açúcar, NÃO PENSE NELE e, quando estiver explodindo de tédio, saia com suas amigas para uma galinhagem rápida, pegue uns 3, dispense 8, não dê pra ninguém (ADP não cura ADP, não corra o risco) mas faça o diabo para se convencer de que, sim, quem perdeu foi o crápula insensível.
Cuidados: Como dito acima, ADP não cura ADP. Já vi gente correndo pro ex por causa de um crápula. Não se desvalorize assim. Morra de raiva do cara que te fez essa sacanagem, mas não se enrole tão rápido com um outro potencial causador de ADP. Se ele também te largar, sua estabilidade emocional vai pras cucuias.
3) Quando o ADP vem de alguém que não podia ter vindo. Uui. Você diz… alguém com quem você se sentia confortável, sentia um certo afeto, mas de repente, depois de dar, você se sente loucamente apaixonada por ele??? Tipo um melhor amigo??? Aaaai. Ou um cara que namora outra e tem você de amante??? Xiii… bem, este é o ADP mais assustador, porque você estava certa de que ia ser só uma coisa legal, tranqüila, bem-resolvida, maaas… do nada, você se pega olhando pro teto pensando se, quando você começar a subir pelas paredes, será possível que ele também fique um pouco descascado com a pressão da sua unha. Você pode achar que eu estou exagerando, mas tente se pegar de surpresa! Tente não esperar muito de alguém e ele dar um show pirotécnico, te deixando, ahn, assim, meio… (desculpe o termo) descaralhada. Tente não se decepcionar com nada quando na verdade você não esperava nada! É horrível!!!! Dá medo!! Esse ADP é aquele que, por sorte, te pega mais lúcida, porém mais confusa. Os sentimentos mudam de uma hora para outra. Se você não estiver atenta ao perigo do ADP, deixa passar achando que lidou muito bem “com essa maravilha de foda”, mas aííí, quando sai das 4 paredes, oooops!!, algo estranho acontece! Ele não está diferente! Ou está diferente, o que também é uma merda, não se iluda. Harry & Sally é só um filme.
Depoimento pessoal: Eu tentei no início me convencer de que estava vivendo uma euforia daquelas básicas, mas quando me vi com uma vontade LOUCA de repetir tudo aquilo O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, parei tudo. Não era eu, me abduziram!!!! Fala sério, isso NÃO É NORMAL!!! Que necessidade é essa que impede o meu raciocínio??? Não pode! Então parei, sentei, liguei o ventilador na minha cara, respirei 3 vezes e cogitei um ADP. “Será…?” É. Pois é. Se nesse caso você não admitir para si mesma que há algo de errado/estranho acontecendo dentro de você, fica difícil.
O que fazer: É preciso “muita calma nessa hora”. Se as coisas mudaram para algo muito fora do seu controle, tente voltar o mais rápido possível para o normal. Convença-se de que sua versão ‘normal’ é melhor do que esta versão ‘destrambelhada’. No caso de rolos complicados com amigos, etc., pense nas conseqüências. Pense no que vai mudar, pense muuuito no que pode dar errado, ainda mais se você estiver desvairada. Não deixe que uma coisa tão legal descambe para uma relação tão tensa. Você está passando por um ADP, e “só”. Não está loucamente apaixonada por ninguém, seu mundo não mudou depois disso (é só impressão), não deixe que uma letrinha P controle seus passos!!! Lembre-se! Não dependa dela!
Cuidados: Mantenha uma distância precavida enquanto o bicho não pára de pegar. Tente voltar às condições normais de temperatura e pressão, e só depois corra um risco maior, digamos assim. Confesso que quis fugir como uma crápula insensível, mas isso definitivamente não funciona (quem disse que consegui?!). E se o sr. dono da letra ‘P’ começar a agir estranho, é preciso sangue de barata para não se deixar levar pelo ADP! Não se abale! Não se abale! Não se abale!
Enfim!
Não acredito em medidas para evitar um ADP (não vale apelar para sexo que você SABE que vai ser ruim, né?
), mas creio em uma reação controlada (e até racional!) à síndrome. Requer uma certa frieza, mas vale a pena!
fonte: http://www.fry.blog.br/amor-de-pica.html